Candidatos e partidos são proibidos de receber auxílio em espécie

 

19/08/2010 11:41

Doação por cartão de crédito é novidade na campanha

 

A principal novidade em relação ao financiamento de campanhas eleitorais neste ano é a possibilidade de doação por meio de cartões de crédito e de débito. Esse tipo de contribuição, no entanto, é restrito à pessoa física com cartão emitido no Brasil. Para receber recursos por essa via, candidatos, partidos, diretórios partidários ou comitês financeiros devem abrir conta específica.

Candidatos e partidos são proibidos de receber auxílio em espécie. Além dos cartões, podem ser utilizados depósitos identificados, cheques nominais e cruzados e transferência eletrônica. Permite-se ainda a doação de bens e serviços estimáveis em dinheiro.

Todos os recursos utilizados na campanha devem passar pela conta corrente dos candidatos ou dos partidos, e é necessário emitir um recibo para cada doação. Pessoas físicas podem doar até 10% de sua renda bruta no ano anterior ao pleito. Para pessoa jurídica, o limite é de 2%. Com o objetivo de aumentar o controle sobre os recursos, há duas prestações de contas parciais - em 6 de agosto e em 6 de setembro.

Fundo partidário
Para o financiamento de campanhas, existem também os recursos do Fundo Especial de Assistência Financeira, ou Fundo Partidário, gerido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Neste ano, o fundo conta com R$ 200.928.231,00 para serem distribuídos entre 27 partidos.

De acordo com a Lei dos Partidos Políticos (9.096/95), 5% desses recursos devem ser entregues, em partes iguais, a todos os partidos com estatuto registrado no TSE. Os 95% restantes serão cotizados entre as agremiações partidárias na proporção dos votos que obtiveram na última eleição para a Câmara dos Deputados.

Neste ano, o TSE já entregou R$ 110.566.640,12 do fundo. O maior beneficiado foi o PT, com 6,09% do total. Em segundo lugar veio o PSDB, com 5,92%, seguido pelo PMDB, com 5,61%, e pelo DEM, que obteve 4,46%. Quem recebeu o menor percentual foi o PCB, com 0,11%.

Estimativa de gastos
Ao registrarem as candidaturas no TSE, os candidatos devem apresentar a estimativa de gastos máximos com a campanha. Segundo dados do tribunal, a candidata do PT, Dilma Rousseff, pretende empregar R$ 157 milhões. José Serra (PSDB) declarou intenção de gastar R$ 180 milhões, enquanto a previsão de Marina Silva (PV) é R$ 90 milhões.

Para governadores, as previsões de custos variam bastante. Em Roraima, por exemplo, os valores declarados vão de R$ 3 mil a R$ 5 milhões, e, no Rio de Janeiro, variam de R$ 3 mil a R$ 6 milhões. Na média, essa é a estimativa para a maioria dos estados.

Na eleição para deputado federal, os custos declarados são semelhantes aos previstos para a campanha aos governos estaduais - de R$ 3 mil a R$ 6 milhões. Candidatos ao Senado declaram expectativa de gastos bem superiores, que variam de R$ 20 mil a R$ 23 milhões.

 

Reportagem - Maria Neves
Edição - Newton Araújo - Agência Câmara

Notícias

Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral

Opinião Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral Marcos Dallarmi 6 de março de 2026, 6h39 Sob a ótica procedimental, a prática recomenda atenção a quatro pontos: prova do fato jurídico; precisão do resultado; segurança na formalização; e coerência pós-averbação. Confira...

STJ: Ministra admite penhora de imóvel alienado por dívida condominial

Dívida STJ: Ministra admite penhora de imóvel alienado por dívida condominial Decisão da ministra Daniela Teixeira aplica entendimento da 2ª seção sobre natureza propter rem dos débitos de condomínio Da Redação quinta-feira, 5 de março de 2026 Atualizado às 10:57 Ministra Daniela Teixeira aplicou...

STJ autoriza exclusão de sobrenome paterno por abandono afetivo

Família STJ autoriza exclusão de sobrenome paterno por abandono afetivo Por unanimidade, 3ª turma permitiu alteração no registro civil. Da Redação terça-feira, 3 de março de 2026 Atualizado às 18:18 Por unanimidade, a 3ª turma do STJ deu provimento a recurso para permitir a supressão de sobrenome...